Data-driven marketing: como aplicar a estratégia baseada em dados

03/12/2018

Tempo de leitura: 6 minutos

Usar dados como base nas tomadas de decisão deixou de ser tendência e se tornou realidade há algum tempo. Veja como adaptar sua empresa para o data-driven marketing!

Estamos vivendo um novo momento do data-driven marketing. Ainda que muitas empresas e agências não tenham se adaptado a essa cultura, a maioria delas já reconhece a relevância da análise de dados para a estratégia digital.

O fato é que ninguém quer ficar para trás. Se você está nesse conflito e entende que é preciso agir, mas não sabe por onde começar, você está no lugar certo.

Neste post, você vai ter um panorama do data-driven marketing e conhecer os passos e ferramentas para começar a aplicá-lo. Vem junto!

Afinal de contas, o que é ser data-driven?

Intuição, palpite, opinião, dedução, inferência (também conhecida como o bom e velho “chute”). O data-driven marketing é tudo, menos achismo.

Se você tem esse perfil de gestor que rema conforme a maré e confia no seu próprio taco, é bem possível que acabe afundando seu negócio.

Ser data driven é, portanto, tomar decisões baseadas em dados. Desde coisas simples, como corte de custos, ao lançamento de produtos ou serviços.

Esse mindset tem se tornado tão crucial que previsões da Gartner indicam que, até 2021, os dados se tornarão um ativo corporativo.

Como resultado, as organizações passarão a tratar a informação de modo a gerenciá-la da mesma forma que seu patrimônio material.

Quais são os pilares do data-driven segundo o Google?

Pesquisas do Google mostram que, de 2016 a 2018, foram produzidos dados que correspondem a 90% de tudo o que está disponível atualmente. E mais: de 2018 a 2019, será produzido um volume de conhecimento equivalente a tudo o que foi gerado até hoje.

Esse estudo levou o maior buscador do mundo a identificar 5 pilares do data-driven marketing. Conheça cada um deles para começar a moldar sua empresa ou agência.

Data-driven marketing: como aplicar a estratégia baseada em dados

1. Pessoas

Se você é contratante ou acompanha o mercado, provavelmente deve ter percebido uma proliferação nas buscas por cientistas de dados nos últimos anos, não é mesmo?

Isso porque o mercado tem se dado conta de que a informação é importante o suficiente a ponto de ter responsáveis diretos pela sua operação.

Por isso, nos próximos anos, líderes, analistas e CIOs (Chief Data Officers) ocuparão uma grande parte do seu quadro de funcionários.

2. Processos

O marketing de dados tornou universal o acesso à informação. Agora as empresas não só devem compartilhar seus dados como incentivar seus colaboradores a usá-los.

Se todos precisam se sentir responsáveis pelos resultados, é fundamental que eles também tenham como acessá-los livremente, certo?

Procure criar um clima de confiança e faça o possível para que a análise de dados seja integrada aos processos da sua agência ou aos da sua empresa.

3. Assets

Os assets tratam dos recursos que seu negócio oferece ao cliente para que ele se relacione com a sua marca. Essa relação deve ser o mais facilitada possível.

Significa, basicamente, que a experiência do usuário ao acessar seu site, por exemplo, deve ocorrer com agilidade e sem interrupção.

Mesmo porque sem dados de acesso, você não poderá avançar. Então, teste a velocidade do seu site com esta ferramenta gratuita do Google.

4. Dados

O quarto pilar aborda a forma como seu negócio trata os dados dos usuários e tem relação direta com as últimas atualizações do Direito Digital.

Para entender a importância de elaborar uma política de proteção de dados segura, responsável e transparente, leia nosso post sobre a LPGD.

Caso você já participe do hub, aproveite também para assistir ao webinar sobre o impacto da nova lei no marketing digital.

5. Tecnologia

A tecnologia envelopa os pilares do data-driven ao sugerir que sua empresa ou agência precisa trabalhar sua presença digital e ser vista pelo consumidor.

Um simples exemplo disso é o Google Meu Negócio, cujas funcionalidades permitem acompanhar a persona durante toda sua jornada de compra.

Ainda não está lá? Veja como fazer seu cadastro na plataforma. É gratuito!

Como adaptar seu negócio para o data-driven marketing?

Mas e aí, como colocar os pilares acima em prática e acelerar o crescimento do seu negócio por meio dos dados? Continue a leitura e descubra!

Comece a coletar dados o mais rápido possível

Quando se trata de Big Data, existem duas fontes de dados que você pode usar para reunir informações sobre seus clientes: primária e secundária.

A primária é a mais tradicional e usa pesquisas de mercado para avaliar o perfil do consumidor. Como esse método é tendencioso, os dados não são tão confiáveis.

Neste caso, prefira usar fontes de dados secundárias, que mapeiam o comportamento de forma mais genuína, como é o caso do Lead Scoring.

Analise o que faz sentido para o seu negócio

Após coletar um volume suficiente para organizar seus dados, evite que o excesso de informação atrapalhe o andamento da sua estratégia.

Para isso, é essencial que sua marca tenha uma proposta de valor estabelecida (se você não tem, aproveite nosso conteúdo para construí-la).

Dica: entre analisar de forma rasa uma grande quantidade de dados e se aprofundar em um pequeno volume, prefira a segunda.

Cruze os dados com as necessidades da persona

O passo seguinte é a análise de dados propriamente dita, quando você deve comparar os resultados com suas métricas para definir as próximas ações.

Em seguida, cruze os insights da sua análise com as características da sua buyer persona — até mesmo para se certificar de que está no caminho certo.

Neste ponto, voltamos à importância da proposta de valor: se os dados não batem, pode ser que você precise reforçá-la na mente do consumidor.

Desenvolva estratégias para todo o funil de marketing

Com os insights em mãos, é hora de colocá-los em prática para ajustar cada etapa da sua jornada de compra (que pode, inclusive, se multiplicar).

Uma das maneiras de melhorar a eficiência e aproveitar ao máximo o contato em cada fase da jornada é elaborar estratégias de People Marketing.

Por fim, o mais importante de tudo não é levantar dados, mas extrair valor deles. Conheça algumas ferramentas que contribuem para isso.

Que ferramentas permitem extrair valor dos seus dados?

Aqui no Hub, gostamos de reforçar que, no data-driven marketing, é preferível fazer menos campanhas e mais análises. Estas ferramentas podem dar uma força nisso:

  • Power BI: com essa ferramenta de Business Intelligence da Microsoft, você consegue organizar seus dados de forma a torná-los coerentes.
  • Huggy: plataforma com foco em captura de dados, engajamento de leads e retenção de clientes com o uso de automação e chatbots.
  • DashGoo: ferramenta brasileira que conecta, em um só ambiente, seus relatórios de Google Analytics, Facebook Ads, Instagram Ads, entre outros.

Quem participa do Hub tem acesso especial aos conteúdos e plataformas dessas ferramentas que estão transformando o mercado brasileiro de data-driven marketing.Conheça agora mesmo o Clint Hub e faça parte desse movimento!

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