Acabaram com o alcance orgânico do Facebook. E agora?

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Recentemente, a maior rede social em número de usuários anunciou que diminuiu ainda mais o alcance orgânico das páginas e priorizará o conteúdo gerado por amigos e familiares. 

Diariamente, mais de 5 bilhões de publicações são feitas no Facebook. Nelas, o usuário pode encontrar os mais diversos tipos de conteúdo e formato. E, para que o usuário não passe o dia vendo conteúdo que não lhe interessa, o Facebook busca melhorar o seu algoritmo.

Esse algoritmo é baseado nas preferências de cada usuário: naquilo que ele curte, comenta e compartilha. Ele entende que aquelas páginas e pessoas que o usuário tem mais interatividade, são os conteúdos que ele prefere ver primeiro. Então, assim que o usuário acessa sua conta, as publicações que terão prioridade em seu feed de notícias serão aquelas que ele demonstrou maior interesse.

Claro que este é uma visão simplista sobre o funcionamento do algoritmo, porque essas regras não são divulgadas pelo Facebook. Em 2014, o foco do algoritmo do Facebook era tornar a rede um “jornal personalizado para cada pessoa”, como disse Zuckerberg, CEO do Facebook. Entretanto, em 2018, o algoritmo sofreu essa nova alteração.

De acordo com o Facebook, a mudança tem enfoque na melhora do relacionamento com as pessoas mais próximas de você, e deixará com menos evidência o alcance das empresas. Os usuários até ficaram felizes com a diminuição da enxurrada de conteúdos comerciais que a rede estava publicando; já as empresas, não gostaram nem um pouco dessa mudança.

Afinal de contas, o que mudará com essa alteração no algoritmo? Antes de responder a essa pergunta, precisamos entender algumas coisas.

O que gerou essa mudança?

De acordo com Mark Zuckerberg, um dos criadores da rede social, a empresa mudará o foco das suas estratégias, reduzindo os ‘conteúdos passivos’, que são conteúdos que requerem apenas a leitura ou a visualização do usuário. A intenção, por trás disso, é gerar interação do usuário com aquilo que foi publicado. O Facebook quer que o usuário se sinta bem ao utilizar a rede social.

David Ginsberg, diretor de pesquisa do Facebook, afirmou que quando as pessoas estão se envolvendo com gente de quem são próximas, isso é mais significativo e gratificante. Entretanto, a notícia não foi muito bem recebida. No mesmo dia, as ações da rede social caíram 5%.

Folha de SP não publicará mais no Facebook

Logo após o anúncio da mudança no algoritmo, a Folha de São Paulo publicou uma matéria informando que não atualizará mais sua conta no Facebook. 

O veículo alegou que o Facebook diminuiu a visibilidade dos canais profissionais de jornalismo e que isso gerará mais acesso para conteúdos do tipo ‘fake news’. No início de fevereiro, a Folha publicou outra reportagem com alguns comentários de leitores que apoiavam a saída da empresa da rede social; poucos discordaram da decisão do jornal.

Ainda é possível ter bons resultados no Facebook?

Entendemos que a Folha de SP teve seus motivos para parar de atualizar sua página no Facebook, que já contava com quase 6 milhões de seguidores. Entretanto, essa decisão não pode se tornar uma máxima e fazer com que todos os canais de comunicação ou empresas abandonem o Facebook.

Ainda há muitos caminhos para serem trilhados dentro da rede social e há muita estratégia de que pode ser implementada para conseguir incríveis resultados.

Temos algumas dicas para você se sair bem no Facebook:

1. Invista em conteúdo de qualidade

Atualmente, o Facebook comporta mais de 2 bilhões de usuários. No Brasil, mais de 50 milhões de pessoas acessam a rede diariamente e 102 milhões compartilham seus momentos todos os meses. Então ainda há um enorme público potencial para atingir dentro da rede.

Criar conteúdo de qualidade vai muito além de colocar algumas palavras na frente de outras, formar um parágrafo e uma boa pontuação. É preciso ter conteúdo relevante, que chame a atenção das pessoas e façam elas ignorarem todas as outras informações do feed de notícias para ler o que você está escrevendo. Não copie a receita de alguém. Crie a sua. Seja um diferencial na rede. Ser um destaque entre 2 bilhões não é um trabalho simples, mas há diversos cases que mostram que é possível.

2. Seja o maior entusiasta do seu produto

Ninguém comprará o seu produto se você mesmo não comprar e não demonstrar paixão por ele. As pessoas tendem a comprar e experimentar novos produtos se algum conhecido já utilizou ele. Esse ato é conhecido como ‘publicidade boca a boca’.

3. Humanize sua página

Tá certo que estamos na era digital, mas nem tudo precisa ser feito por um robô. Invista no relacionamento pessoal com seus clientes. Isso vai aumentar o engajamento da página.

4. Utilize a segmentação para postagens orgânicas

Nem tudo são “ads”. Também é possível direcionar seus conteúdos para determinado público pré-definido. Dessa forma você ainda consegue interação com sua base, sem precisar investir muito dinheiro. Ah, vale lembrar que o Facebook não zerou o alcance orgânico, ok?

5. Publique conteúdo com muito link! Publique conteúdo com pouco link!

Tudo vai depender de como seu público reage aos links. Se ele aceita, publique. Se não aceita, não publique. É importante que você monitore e estude como é a aceitação do seu público e tenha uma conversa assertiva com ele.

6. Jamais faça isso! É para seu próprio bem!

Agora um papo de mãezona das redes sociais. Existem alguns caminhos que enchem os olhos das empresas, mas, no final, acabam esvaziando os bolsos. Um bom exemplo é a chamada Farm like, aonde você compra milhares de seguidores aleatoriamente. É lindo ver sua página, em apenas duas semanas de funcionamento, alcançando a marca de 50 mil seguidores. Mas é terrível ver suas postagens conquistando dois likes e nenhum comentário.

Evite também publicar apenas produtos e serviços. Estudos revelam que 80% das suas publicações devem conter caráter social e não empresarial. Você precisa construir uma comunidade de seguidores que se importam com sua empresa e com o conteúdo criado por ela. Ah, e a última dica: a página da sua empresa é página da sua empresa. Não confunda o lado pessoal com o profissional.

E no fim de tudo, o Facebook continua sendo a rede social mais utilizada no mundo.

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