Como elaborar um fluxo de nutrição com inteligência?

06/08/2018

Tempo de leitura: 5 minutos

Usar um mesmo fluxo de nutrição para toda a sua estratégia de inbound marketing é o mesmo que fazer nada. Veja o que fazer para otimizar os seus resultados!

O fluxo de nutrição é um dos processos mais importantes da estratégia de inbound marketing de um negócio. Desenvolvido com base na automação de e-mail marketing, sua proposta é educar a audiência que ainda não está preparada para se tornar cliente. Por meio de mensagens regulares, os leads recebem conteúdos para avançar na jornada de compra.

Por falta de experiência ou mesmo de materiais educativos que possam ajudar o lead a amadurecer, há empresas que aplicam essa estratégia de maneira comedida. Porém, é preciso fazer mais que isso! Se você quer otimizar sua campanha e aumentar seus resultados, acompanhe estas dicas para elaborar um fluxo de nutrição inteligente.

Dicas para criar um fluxo de nutrição inteligente

Vamos iniciar falando sobre um erro muito comum de quem produz fluxos de nutrição. Um dos seus maiores desafios é lidar com a ansiedade de fazer o lead avançar o mais rápido possível na jornada de compra. Porém, da mesma forma que você se matricula na academia no inverno a fim de se preparar para o verão, é preciso ter paciência, combinado?

A própria terminologia da estratégia é esta justamente porque seu objetivo é desenvolver um relacionamento por meio de conteúdos educativos que façam o próprio lead se dar conta da sua solução. De outro modo, a estratégia se chamaria fluxo de conversão. Tendo isso em mente, você já pode seguir estas dicas para elaborar um bom fluxo de nutrição.

Determine o objetivo da estratégia

Geralmente, quando as empresas estão iniciando a nutrição de leads, é comum elaborarem um fluxo padrão para ao menos ter uma estratégia rodando. Até aí tudo bem. Acontece que, conforme o processo de inbound vai ganhando corpo, é preciso afunilar seus objetivos.

O motivo básico para isso é que diferentes leads pedirão diferentes abordagens. Logo, você terá mais de um fluxo de nutrição simultâneo. Portanto, a estratégia de cada um deles deve girar em torno de um objetivo específico. Conheça alguns deles:

  • Fluxo de boas-vindas: acolher novos contatos e estimulá-los a se tornarem leads.
  • Fluxo de conversão: estimular o lead a realizar alguma ação específica, como solicitar uma conversa com um consultor ou fazer uma compra.
  • Fluxo de treinamento: educar o lead para otimizar algum de seus processos.
  • Fluxo de reconversão: incentivar um cliente a realizar novas compras.
  • Fluxo de reativação: reengajar contatos ou leads inertes.

Segmente sua lista de e-mails

Esta etapa está intimamente ligada à anterior, mas convém reforçá-la. Ao definir um objetivo para o seu fluxo de nutrição, você vai perceber que ele será direcionado a um público específico. Assim você conseguirá entregar conteúdos de acordo com necessidades.

Ainda que o seu negócio tenha somente uma buyer persona, isso não significa que os leads estejam em um mesmo estágio na jornada de compra. Neste caso, quantidade não significa qualidade. Por isso, não se sinta mal caso sua lista fique pequena demais.

Defina o gatilho das mensagens

Sabe aquele e-book que você criou há dois anos para falar de como sua solução ajuda a persona a ter mais resultados? Esqueça-o! Se você manteve um processo de produção de conteúdo regular, faça uma pesquisa para definir um novo gatilho para o seu fluxo.

Essa decisão é importante porque ela vai definir a condução de todo o seu fluxo de nutrição, que deve ser o mais coerente possível. Por exemplo, se o usuário preencheu o formulário de um infográfico sobre produtividade no trabalho, um dos seus e-mails do fluxo pode sugerir os melhores aplicativos de organização para otimizar sua rotina.

Crie e-mails que você gostaria de ler

Na hora de redigir o conteúdo dos seus e-mails, você precisa ter empatia e refletir que quem vai ler a sua mensagem é uma pessoa como você. Uma boa dica para criar os e-mails de um fluxo de nutrição inteligente é perguntar-se: se você fosse o lead, você leria estes e-mails? E depois de ler cada um, você realizaria a ação indicada pelo CTA?

Além de entregar um conteúdo de valor com uma linguagem atraente, procure manter o e-mail entre 80 e 150 palavras, divididas em parágrafos escaneáveis e com negrito nas informações principais. Ah, prefira usar somente texto para diminuir as chances de SPAM.

Equilibre a regularidade dos disparos

De forma geral, um bom fluxo de nutrição é composto por 5 a 7 e-mails disparados em um intervalo de 3 dias cada — com exceção do primeiro, que deve ser enviado assim que o lead converteu. Porém, você precisa ter sensatez e estudar a estrutura do seu fluxo.

Se o usuário baixou um e-book, por exemplo, prefira dar um intervalo maior antes de enviar o segundo e-mail do fluxo. Assim, ele tem tempo hábil de aproveitar o material. Um intervalo de e-mails curto demais pode transmitir uma sensação de insistência da sua parte.

Mensure e otimize seus resultados

Ainda que você tenha a possibilidade de desenvolver ao menos 5 tipos de fluxo de nutrição, nosso conselho sempre será: diminua suas campanhas e aumente suas análises. Pouco adianta ter diversos fluxos performando se você não mensura seus resultados.

Felizmente, esse tipo de estratégia apresenta indicadores bastante objetivos, como as taxas de abertura, clique, descadastro e conversão. Para otimizá-las, altere somente uma variável de cada vez! Do contrário, você não poderá identificar o que performou melhor.

Utilizar uma ferramenta de automação confiável e intuitiva também é uma forma de elaborar um fluxo de nutrição com inteligência. No Mail2Easy PRO, por exemplo, você cria workflows e atualiza sua base de contatos — tudo de forma automática.

Conseguiu tirar alguns insights para formular fluxos de nutrição com maior estratégia? Deixe sua experiências e resultados desse tipo de ação nos comentários!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *