Como a inovação disruptiva impulsiona a criação de novos mercados

21/12/2018

Tempo de leitura: 6 minutos

O conceito de inovação disruptiva já existe há muito tempo, mas foi só nos últimos anos que começamos a perceber seu impacto. Conheça os principais cases!

Em 1995, a Harvard Business Review publicou um artigo polêmico sobre o padrão das empresas líderes de mercado que fracassam conforme a tecnologia muda. Clayton Christensen e Joseph Bower, professores de Harvard, apresentavam ao mundo o conceito de inovação disruptiva. Já na época, diversas organizações estavam ameaçadas.

Existe uma série de interpretações para o termo, mas segundo a própria HBR, inovação disruptiva é um processo pelo qual uma empresa com menos recursos é capaz de desafiar — e até mesmo ultrapassar — empresas estabelecidas.

Neste artigo, você vai entender o que diferencia a disrupção da inovação comum, descobrir como acontece a geração de novas demandas e conhecer 10 cases de empresas disruptivas, inclusive no Brasil. Confira!

O disruptivo é mais que inovador: é transgressivo

Primeiramente, vamos analisar as diferenças entre a inovação e a disrupção, termos muito comuns nos ambientes empreendedores.

Inovação é o processo de fazer algo novo que melhore a vida das pessoas sem ser necessariamente inédito. Pode ser uma tecnologia, produto ou serviço que já exista em algum lugar, mas que é novo para o seu negócio em particular.

É o caso do Scan & Go, sistema de autoatendimento que permite ao cliente realizar compras em lojas físicas e pagar via aplicativo. A tecnologia, já adotada pela Amazon nos EUA, está sendo testada no Brasil pelo Carrefour.

Como a inovação disruptiva impulsiona a criação de novos mercados

a inovação disruptiva cria um novo mercado onde antes não existia nada, gerando demandas inéditas, transformando pessoas comuns em consumidores que não tinham acesso àquelas experiências e, principalmente, movimentando o status quo.

A Xerox é um exemplo de empresa que sofreu com o pensamento disruptivo. No início das operações, seu foco eram as grandes corporações. Ao longo do tempo, surgiram concorrentes oferecendo soluções acessíveis a pequenos negócios. A empresa também precisou se reinventar quando o digital passou a sobrepor as cópias em papel.

Aquela máxima do como não pensei nisso antes?

Apesar de disruptivos, esses novos players propõem soluções de inovação disruptiva que aproveitam oportunidades onde ninguém havia percebido. Justamente por isso, eles acabam interferindo na hegemonia dos velhos modelos de negócio.

Por se concentrarem em melhorar produtos ou serviços para seus clientes mais exigentes e lucrativos, os grandes grupos ignoram as necessidades de outros públicos. Isso abre oportunidade para que os segmentos negligenciados sejam atacados.

Assim, os disruptivos ganham força por oferecer as mesmas soluções a preços mais baixos. Mesmo com margens de lucros menores, eles acabam assumindo a liderança do nicho de mercado e conquistando, inclusive, aqueles clientes exigentes.

Os 10 cases mais famosos de inovação disruptiva

Conforme fomos explicando, é bem provável que você foi lembrando de exemplos de inovação disruptiva, certo? Sim, eles realmente se proliferaram na última década, criando novos modelos de negócios. Conheça as principais empresas que desafiaram o comum, incluindo casos de inovação disruptiva no mercado brasileiro!

1. Uber

A locomoção se tornou uma necessidade quase que fisiológica do ser humano. E foi exatamente essa oportunidade que o Uber aproveitou ao oferecer uma alternativa de transporte ao alto custo e atendimento ruim dos táxis. É por isso que é difícil afirmar com categoria se o mercado tradicional sofreu interferência direta.

2. Airbnb

O Airbnb pode ser considerado o Uber dos hotéis. Tanto por aproveitar uma necessidade genuína — o turismo — quanto por se apropriar de estruturas já existentes. Neste caso, pessoas comuns podem alugar quartos ou espaços inteiros em suas residências, criando uma alternativa aos serviços convencionais de hospedagem.

3. Blablacar

Já o Blablacar pode ser considerado um meio termo entre o Uber e o Airbnb. No aplicativo, motoristas comuns podem oferecer caronas para passageiros cadastrados na plataforma. O modelo de negócios, que começou gratuito, se consolidou e está passando a cobrar assinaturas para se manter sustentável.

4. WhatsApp

O caso do WhatsApp é talvez o que mais mexeu com os interesses das grandes corporações de telecomunicação. Quando começou, em 2009, o objetivo do aplicativo era se tornar uma alternativa aos limites e custos do SMS. Ao ser comprado pelo Facebook, em 2014, ele se tornou o aplicativo mais baixado do mundo.

5. Google

É difícil mensurar o impacto do Google na forma como lidamos com a informação. De qualquer forma, o maior buscador do mundo eliminou a necessidade de guias diversos, listas telefônicas e outros impressos, como no caso da Xerox. O próprio mercado de inbound marketing talvez só exista por conta da dinâmica criada pela plataforma.

6. Wikipédia

A Wikipédia é um caso parecido com o Google, porém, em menor escala. As velhas enciclopédias vendidas de porta em porta se tornaram obsoletas com a plataforma, que permite atualização instantânea. Apesar disso, sua característica colaborativa e gratuita colocam em xeque a qualidade da informação.

7. Netflix

A Netflix é um case bastante peculiar, já que começou competindo no mesmo segmento da extinta Blockbuster, que na época era líder de mercado no segmento de videolocadoras. Acontece que, enquanto a rede parou no tempo e não se adequou à tecnologia, a Netflix se tornou o melhor e maior serviço de streaming de vídeo do mundo.

8. Spotify

O digital também mudou as regras da indústria fonográfica. O Spotify foi responsável por popularizar o streaming de música e fazer as pessoas desapegarem de suas coleções de CDs para ouvi-los no celular. Equivalente ao Netflix, o aplicativo virou sinônimo do próprio mercado em que atua — outra grande característica da inovação disruptiva.

O Spotify tem inclusive se rendido ao jeitinho Netflix de fazer publicidade!

9. Nubank

O Nubank é considerado o maior exemplo de inovação disruptiva no Brasil. A empresa oferece um cartão de crédito sem anuidade. A monetização se baseia nas taxas pagas pelos lojistas e na cobrança de juros dos clientes que atrasam o pagamento ou parcelam suas faturas. Atualmente, a startup está implantando a função débito.

10. Ultrafarma

Em 2018, a Ultrafarma foi reconhecida como a maior das empresas disruptivas do seu setor pela consultoria DOM Strategy Partners. A 5ª edição do ranking Mais Valor Produzido Super/Hiper e Drogarias premiou a maior rede varejista de medicamentos online do país por sua forma inovadora de vendas e atendimento.

A inovação disruptiva é mais simples do que você poderia imaginar, não é mesmo? É justamente para simplificar processos e oferecer soluções nunca imaginadas que o conceito existe. E o marketing digital tem um grande papel em todo esse universo.

O Clint Hub também oferece uma plataforma que está mudando as regras do jogo e ampliando as possibilidades de negócio entre empresas, agências, ferramentas e consultores. Veja como estamos transformando o mercado digital brasileiro!

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