Marketing digital e o futuro da política

25/04/2018

Tempo de leitura: 6 minutos

Este ano, escolheremos novos Deputados Estaduais e Federais, Senadores, Governadores e Presidente da República. Será o ano perfeito para investir em mídias digitais e no marketing políticoApostar em campanhas que não se prendem ao tradicional (TV, rádio, panfletos…), mas que se abrem às novas possibilidades que a tecnologia e a lei permitem, pode se tornar o ponto alto do ano político.

Lembramos da campanha de marketing digital que consagrou a eleição do presidente norte-americano, Barack Obama, em 2008. Ele utilizou todos os meios disponíveis para lançar sua candidatura e fez uso da internet como principal meio de comunicação da sua campanha. Por fim, o resultado foi a eleição do presidente e o maior case de marketing político da história.

Segundo o levantamento do IBGE, em 2016 a internet estava presente em 63,6% dos lares e em 94,8% deles havia celulares sendo usados para se conectar à rede. Além disso, os celulares superaram a quantidade de TVs. O que isso significa? Para nós, uma enorme oportunidade de desenvolvimento de estratégias digitais.

Como desenvolver boas estratégias?

O primeiro passo é encontrar pessoas capacitadas para desenvolverem uma campanha digital. Uma equipe capacitada e determinada a conquistar mais e mais votos. Fuja do ‘sobrinho que sabe fazer isso’. Encontre profissionais. De preferência, aqueles que já tiveram contato com marketing político. O mercado digital está repleto de excelentes profissionais, por isso, entregar sua futura campanha nas mãos de qualquer um, é como decretar derrota nas urnas.

Vamos conversar sobre alguns pontos importantes:

Redes sociais ou site?

E por que não os dois? Vale ressaltar que ambas as ferramentas podem e devem ser usadas, já que cada uma tem um intuito diferenciado. Utilize o site para detalhar os projetos, objetivos, história e propostas do candidato. Mostre aquilo que ele já fez. O objetivo do site é detalhar ao máximo cada ação já realizada. É importante que você utilize um layout simples e responsivo, para que o site possa ser acessado sem problemas tanto por smartphones, tablets e computadores. Invista em SEO.

Já as redes sociais, como o próprio nome já diz, tem o intuito de uma aproximação social. Isto é, de interação e aproximação com o público. Evite publicações com textos enormes. Deixe os grandes textos para o site. Produza conteúdos que interessem aos futuros eleitores. O conteúdo é a chave fundamental para o sucesso de uma campanha. Tanto o conteúdo nas redes sociais quanto no site e nas ferramentas de busca. Tire tempo para planejar e organizar suas publicações com atenção. Tenha conteúdo sólido.

Ao utilizar o Facebook, aproveite tudo o que a rede pode te proporcionar para sair na frente. Entenda um pouco melhor sobre os grupos do Facebook e inclua esse caminho em sua ação. Conheça as outras redes sociais e saiba como utilizar cada uma delas. Evite, no entanto, replicar conteúdo. Vídeos também têm um ótimo alcance nessa rede.

Mídia paga online pode?

Este pode ser o carro-chefe do sucesso ou do fracasso da sua campanha. De acordo com a Lei n° 13.488 “a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet de que trata o art. 57-B desta Lei, podendo ser mantidos em funcionamento as aplicações e os conteúdos publicados anteriormente”. Ou seja: está permitido o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. Entretanto, saber utilizar o impulsionamento fará toda a diferença.

Estude os hábitos dos seus seguidores: melhor horário para postagens, tipo de publicação, qual linguagem utilizar. Vídeos, textos ou imagens? Tudo isso precisa ser muito bem avaliado para definir o direcionamento da campanha.

Quem é meu público?

Ter a resposta prontamente preparada definirá a campanha política no ambiente virtual. Por que é importante ter um público-alvo definido? Imagine a seguinte situação: você chega em casa do trabalho, senta no sofá, seu filho se aproxima e começa a falar sobre um novo jogo de RPG que ele está jogando. Ele te conta detalhadamente sobre o jogo, porém você não entende muitas das palavras que ele utiliza para explicar; as palavras ‘frag’, ‘mob’, ‘npc’ e por aí vai, são completamente novas para você. Para não perder a chance de conversar com seu filho, você começa a falar sobre algumas peças do seu novo carro. Você fala que o motor é 1.8, que faz 14/litro, que tem tração nas quatro rodas… Seu filho encara você, e volta para o quarto, para continuar jogando.

O que aconteceu nessa cena? Tivemos duas pessoas que se conhecem, vivem juntas, falam o mesmo idioma mas não se entendem. Isso porque o ambiente em que eles estão imersos é amplamente diferente. E é justamente essa a necessidade de saber com quem você está conversando, adequar sua linguagem e alcançar as pessoas. Aqui, a estratégia não foca tanto na questão linguística, mas sim, na criação de conteúdo e propostas: tem projeto para melhorar e criar creches? Seu público não serão eleitores de 60 anos. Quer revitalizar pistas de skate e criar campos campos de futebol? Seu público não serão donas de casa. Por isso, compreender para quem você está falando, fará toda a diferença!

Foque em aplicativos

Como dito no início do artigo, a grande maioria dos lares brasileiros conectam a internet através dos smartphones. Utilize esse dado a seu favor. A criação de aplicativos facilitam o contato com o público e auxiliam no relacionamento com os eleitores. Incluir a criação de aplicativos na estratégia deve ser feita o quanto antes. O mercado de desenvolvedores está escasso e a concorrência de aplicativos está enorme. Então, saia na frente! Um exemplo de aplicativo simples e funcional é um calendário com a pauta de sua agenda.

O grande desafio

O maior desafio, sem dúvida, é construir um relacionamento de confiança entre candidato e público. As estratégias criadas para a campanha farão total diferença. O marketing digital exige atualização e participação do candidato nas redes sociais e será através da campanha e do diálogo, que as imagens criadas sobre os políticos podem ser melhoradas.

Pés no chão

Ter um perfil, utilizar as redes sociais, conquistar milhares de seguidores, um bom engajamento e relacionamento com o público, não é sinal de conquista eleitoral. O que vai fazer a diferença são as ações de marketing e o envolvimento da equipe e do candidato.

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